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01 Os ratos na trilha
Lucca encontrou o primeiro saco rasgado pouco depois do amanhecer. Estava caído junto ao pomar, fora dos limites seguros da cidade de Truna. A farinha se espalhava pela terra.
O caçador se agachou. Havia marcas de dentes no tecido e pegadas pequenas entre as raízes. Ele conhecia aqueles sinais: ratos tinham passado por ali durante a noite.
Nagore aguardava na estrada com uma cesta de ervas. A comerciante precisava voltar à sua loja de poções, mas os animais bloqueavam o caminho.
Nagore: Consegue liberar a trilha? Ainda tenho remédios para preparar.
Lucca: Fique perto dos marcos. Vou ver por onde eles estão vindo.
Lucca contornou uma árvore. Perto das raízes, três ratos disputavam os restos de outro saco. Um deles avançou quando o caçador se aproximou. Lucca recuou e manteve a lâmina entre o animal e suas pernas.
Então os três pararam.
As cabeças se voltaram para uma abertura no barranco. De dentro dela surgiram mais ratos, correndo uns sobre os outros. Os que estavam junto à farinha abandonaram a comida e fugiram na mesma direção.
Nagore: O que assustou todos eles?
Lucca olhou para a entrada escura da galeria.
Lucca: Ainda não sei. Mas veio lá de dentro.


